A evolução das vacinas combinadas representa um marco importante na proteção infantil. Desde as primeiras formulações monovalentes, aplicadas separadamente para cada doença, os imunizantes passaram por diversas melhorias até chegar às versões que utilizamos hoje. A vacina Pentavalente, incorporada ao SUS em 2012, surgiu como uma resposta à necessidade de ampliar a cobertura vacinal e reduzir o número de injeções aplicadas nos primeiros meses de vida. Essa formulação reúne em um único frasco a proteção contra doenças historicamente graves, como difteria, conhecida pelas complicações respiratórias; tétano, associado a espasmos musculares intensos; coqueluche, que causa crises prolongadas de tosse; hepatite B, capaz de evoluir para cirrose e câncer hepático; e infecções invasivas por Haemophilus influenzae tipo b, responsáveis por meningite e pneumonias severas em crianças pequenas.
Com o avanço tecnológico, a indústria farmacêutica desenvolveu a vacina Hexavalente, que amplia esse escopo ao incluir também a proteção contra a poliomielite, doença viral que pode provocar paralisia permanente. Além de unir seis imunizantes em uma única aplicação, essa versão moderna apresenta uma formulação acelular para coqueluche, o que reduz significativamente as reações adversas. A incorporação dessas combinações representou um progresso importante na adesão aos calendários vacinais, facilitando a vida dos responsáveis e fortalecendo a prevenção precoce contra doenças que, antes da vacinação em massa, eram responsáveis por surtos e altas taxas de mortalidade infantil.
É FÁCIL PREVENIR HEPATITE, TÉTANO, MENINGITE E PNEUMONIAS EM NOSSAS CRIANÇAS: ENTENDA AS VACINAS PENTAVALENTES E HEXAVALENTES E SAIBA QUAIS SÃO SUAS VANTAGENS
Proteger a saúde das crianças é algo que começa muito antes dos primeiros passos. Entre as estratégias mais eficazes e acessíveis, a vacinação ocupa posição de destaque ao prevenir doenças graves como hepatite B, tétano, coqueluche, meningite por Haemophilus influenzae tipo b e diversas pneumonias bacterianas. No Brasil, duas vacinas se tornaram protagonistas na proteção infantil contra esse conjunto de enfermidades: a Pentavalente, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a Hexavalente, disponível exclusivamente na rede privada. Embora ambas sejam altamente eficazes, existem diferenças importantes entre elas, especialmente no conforto da aplicação, na tecnologia empregada e na composição.
A Pentavalente reúne cinco imunizantes em uma só dose e integra o calendário de rotina aos 2, 4 e 6 meses de idade, sempre combinada à vacina de pólio inativada (VIP). Já a Hexavalente avança um passo além: agrega também a proteção contra poliomielite no mesmo frasco, reduzindo o número de picadas e diminuindo as chances de reações adversas devido à sua formulação acelular para coqueluche. Essa diferença não apenas facilita a adesão ao calendário, mas também torna a experiência mais tranquila para bebês e responsáveis.
Um dos benefícios mais relevantes da abordagem combinada é evitar múltiplas injeções no mesmo dia. Enquanto a Pentavalente exige a aplicação separada da VIP, a Hexavalente realiza todo o processo em uma única picada, tornando-se uma opção mais confortável, especialmente para bebês sensíveis ou famílias que preferem minimizar o estresse das consultas. Ambas as vacinas, entretanto, proporcionam excelente nível de proteção e seguem padrões internacionais de eficácia e segurança, sendo amplamente recomendadas por sociedades pediátricas e órgãos de saúde.
ESQUEMA VACINAL DA PENTAVALENTE (SUS)
1ª dose – 2 meses – Pentavalente + VIP
2ª dose – 4 meses – Pentavalente + VIP
3ª dose – 6 meses – Pentavalente + VIP
(Duas injeções cada dose)
ESQUEMA VACINAL DA HEXAVALENTE (FARMÁCIAS E CLÍNICAS PARTICULARES)
1ª dose: 2 meses de idade
2ª dose: 4 meses de idade
3ª dose: 6 meses de idade
(Uma injeção cada dose)
PRINCIPAIS VANTAGENS DA HEXAVALENTE:
– Reduz o número de picadas por consulta.
– Menor risco de febre e desconforto devido à formulação acelular contra coqueluche.
– Inclui a poliomielite na mesma apresentação, evitando aplicações separadas.
– Diminui a probabilidade de abandono do esquema vacinal.
– Apresenta tecnologia mais moderna e com menos componentes reacionais.
A vacinação de rotina é uma das formas mais simples e eficientes de manter nossas crianças protegidas contra doenças potencialmente graves. Tanto a Pentavalente quanto a Hexavalente oferecem segurança e eficácia, mas a versão combinada disponível na rede privada amplia o conforto e reduz o número de picadas, o que pode representar um diferencial importante para muitas famílias. Independentemente da escolha, o fundamental é garantir que o esquema seja iniciado e concluído dentro das idades recomendadas, garantindo proteção plena nos primeiros anos de vida.
AUTOR: DANIEL R ALVES JR.FARMACÊUTICO BIOQUÍMICO: CRF SP 39673. ESPECIALISTA DE TREINAMENTO EM VENDAS, ATENÇÃO FARMACÊUTICA E VACINAÇÃO.
Todas as informações redigidas neste artigo, possuem as seguintes referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação 2024. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 26 nov. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 26 nov. 2025.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Guia de Imunizações 2024-2025. São Paulo: SBIm, 2024. Disponível em: https://sbim.org.br. Acesso em: 26 nov. 2025.