A febre amarela é uma doença infecciosa de origem viral, transmitida por mosquitos, que pode provocar sintomas graves e, em casos extremos, levar ao óbito. No Brasil, a vigilância epidemiológica é essencial para conter surtos e minimizar os impactos na população. Este artigo apresenta um panorama atualizado da febre amarela no país, abordando informações recentes sobre sua incidência, estratégias preventivas, a relevância da vacinação e as abordagens terapêuticas recomendadas.
Em fevereiro de 2025, o Ministério da Saúde divulgou um alerta nacional em razão do aumento significativo de casos de febre amarela registrados em diversos estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Essa situação tem despertado preocupação, especialmente porque a doença pode se espalhar rapidamente em regiões onde a cobertura vacinal é baixa. A vacinação, por sua vez, é considerada a principal ferramenta de controle da doença e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização é recomendada para crianças a partir de nove meses de idade e para adultos até 59 anos que ainda não tenham sido vacinados.
A estratégia mais eficaz para conter a propagação da febre amarela envolve a combinação de medidas preventivas, com destaque para a vacinação e o controle dos vetores da doença. O governo brasileiro recomenda que toda a população residente ou em deslocamento para áreas de risco esteja imunizada contra a febre amarela. Desde 2017, o país segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que uma única dose da vacina é suficiente para conferir proteção por toda a vida.
Adicionalmente, é essencial reduzir a proliferação dos mosquitos transmissores, como o Haemagogus e o Sabethes, na zona silvestre, e o Aedes aegypti em regiões urbanas. Para isso, recomenda-se eliminar possíveis criadouros de larvas, utilizar telas em portas e janelas, aplicar repelentes adequados e usar roupas que cubram a maior parte do corpo quando estiver em áreas de mata.
A vacina contra a febre amarela é produzida com o vírus atenuado, proporcionando uma resposta imunológica eficaz em mais de 95% dos indivíduos vacinados. Atualmente, o esquema de imunização brasileiro prevê uma dose única para pessoas entre 5 e 59 anos, enquanto crianças entre 9 meses e 4 anos recebem uma dose inicial e um reforço aos 4 anos de idade. No entanto, certos grupos, como idosos, gestantes e imunossuprimidos, devem consultar um profissional de saúde antes de se vacinar, pois podem apresentar contraindicações.
Vale ressaltar que muitos países exigem o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela para permitir a entrada de viajantes provenientes de regiões endêmicas. Sendo assim, é fundamental que aqueles que pretendem viajar para áreas de risco busquem a vacinação com antecedência.
Até o momento, não há um tratamento específico para a febre amarela. O manejo da doença é voltado para o alívio dos sintomas e o suporte clínico dos pacientes. Os casos leves podem ser tratados com repouso, hidratação e medicação para controle da febre e das dores musculares. Entretanto, casos mais graves exigem hospitalização, podendo incluir internação em unidades de terapia intensiva (UTI) quando houver complicações hepáticas e renais.
É fundamental que pessoas com suspeita da doença busquem atendimento médico imediatamente, pois a intervenção precoce pode reduzir significativamente o risco de complicações.
Todas as informações redigidas neste artigo, possuem as seguintes referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Febre Amarela. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/f/febre-amarela. Acesso em: 10 fev. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Vacina. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/f/febre-amarela/vacina. Acesso em: 10 fev. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde emite alerta para o aumento de casos de febre amarela em São Paulo e outros três estados. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/ministerio-da-saude-emite-alerta-para-o-aumento-de-casos-de-febre-amarela-em-sao-paulo-e-outros-tres-estados. Acesso em: 10 fev. 2025.
VASCONCELOS, Pedro Fernando da Costa. Febre amarela: reflexões sobre a doença, as perspectivas para o século XXI e o risco da reurbanização. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 5, n. 3, p. 244-258, 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbepid/a/X56sxtMwdzXqrqTTMCxZYBc/. Acesso em: 10 fev. 2025.
TAUIL, Pedro Luiz. Aspectos críticos do controle da febre amarela no Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 44, n. 3, p. 555-558, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp/a/43xRYDb8QjrSy56xXSqG9dS/. Acesso em: 10 fev. 2025.