A automedicação é uma prática comum entre adultos, mas quando aplicada a crianças, pode representar um grande risco à saúde. A administração de medicamentos sem orientação profissional pode resultar em reações adversas graves, intoxicação e interações medicamentosas indesejadas. Este artigo aborda os perigos da automedicação infantil e apresenta diretrizes para pais e cuidadores garantirem um uso seguro de medicamentos.
Palavras-chave: Automedicação infantil, riscos medicamentosos, orientação farmacêutica, resistência bacteriana, intoxicação medicamentosa.
O organismo infantil possui características metabólicas diferentes das de um adulto, o que pode influenciar na absorção, distribuição e eliminação dos fármacos. Medicamentos comuns, como antitérmicos e analgésicos, podem provocar reações adversas se utilizados de forma inadequada. Além disso, o uso indiscriminado de antibióticos contribui para o desenvolvimento de resistência bacteriana, tornando futuras infecções mais difíceis de tratar.
A automedicação em crianças pode resultar em sérias complicações para a saúde, tornando essencial a intervenção de profissionais de saúde na educação dos pais. O farmacêutico tem um papel essencial nesse processo, auxiliando na promoção do uso racional de medicamentos e prevenindo riscos desnecessários.
Alguns medicamentos considerados inofensivos para adultos podem ser extremamente perigosos para crianças. Exemplos incluem:
Podem causar risco de intoxicação hepática e hematológica.
Podem causar sedação excessiva e efeitos colaterais paradoxais.
Alguns contêm substâncias contraindicadas para menores de dois anos.
O farmacêutico desempenha um papel essencial na prevenção da automedicação infantil. Ele deve orientar pais e cuidadores sobre o uso adequado de medicamentos, reforçando a importância da prescrição médica e esclarecendo dúvidas sobre dosagem e interações medicamentosas. Também é fundamental promover a educação em saúde, conscientizando a população sobre os riscos da automedicação.
A automedicação em crianças pode resultar em sérias complicações para a saúde, tornando essencial a intervenção de profissionais de saúde na educação dos pais. O farmacêutico tem um papel essencial nesse processo, auxiliando na promoção do uso racional de medicamentos e prevenindo riscos desnecessários.
Todas as informações redigidas neste artigo, possuem as seguintes referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Uso racional de medicamentos: temática prioritária. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 12 fev. 2025. SILVA, A. C.; SOUZA, M. R. Automedicação em crianças: desafios e riscos. Revista Brasileira de Farmácia, v. 12, n. 3, p. 45-52, 2023. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Uso seguro de medicamentos na infância. Disponível em: https://www.who.int. Acesso em: 12 fev. 2025.